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Publicado em: 13/10/2021

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Clipping | FMI alerta para riscos da falta de regulação de criptomoedas e investimentos "verdes"

WASHINGTON — Duas das principais tendências do mercado financeiro para os próximos anos, as criptomoedas e os fundos de investimento sustentáveis, enfrentam o mesmo problema: a falta de uma regulamentação adequada. Isso é o que aponta o Relatório de Estabilidade Financeira Global, do Fundo Monetário Internacional (FMI), apresentado nesta terça-feira em Washington.

A reunião semestral conjunta de FMI e Banco Mundial apresentou ainda as revisões para o crescimento global.

A instituição ressalta que o ecossistema dos criptoativos cresce de forma acelerada e em meio a grande volatilidade, o que traz tanto oportunidades quanto desafios. Entre eles, a necessidade de uma regulamentação global.

"Os riscos para a estabilidade financeira ainda não são sistêmicos, mas devem ser monitorados de perto, dadas as implicações para o cenário global e as estruturas operacionais e regulatórias inadequadas na maioria das jurisdições", aponta o relatório.

Neste ano, até meados de maio, a capitalização de mercado dos criptoativos quase triplicou para um recorde histórico de US$ 2,5 trilhões, de acordo com o FMI. Em maio, houve uma queda de quase 40% com preocupações dos investidores institucionais acerca dos impactos ambientais da mineração desses ativos.

 
Desde então, porém, o valor de mercado dos criptoativos aumentou novamente cerca de 170%, para mais de US$ 2 trilhões.

"Com supervisão limitada ou inadequada, o ecossistema cripto é exposto a fraudes e riscos à integridade do mercado. A maioria dos criptoativos é altamente volátil e especulativa. Os riscos podem ser ainda mais amplificados pelo uso de alavancagem oferecida em algumas operações de criptografia, que chega a 125 vezes o valor do investimento inicial", acrescenta o FMI.

Emergentes poderiam ter suas próprias moedas

Outro problema destacado pelo Fundo é o anonimato desse tipo de operação, o que cria lacunas de dados e dificulta o rastreio das transações.

No caso de países emergentes, como o Brasil, o organismo ressalta que o aumento das transações desses ativos pode levar a uma desestabilização dos fluxos de capital.

Fonte: O Globo